segunda-feira, 30 de janeiro de 2017



Esse texto quase não pede nenhuma mudança, tão inteligente que é. Fala de dois caras espetaculares, apesar de complicados. O entrelaçamento das ideias de Spinoza é quase tão complexo quanto às equações de Einstein. Mas todos dois demonstraram superioridade e inteligência ao ver a verdadeira dimensão da Divindade, muito superior à pequena visão do Ser Humano.  
Einstein quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.
DEUS SEGUNDO SPINOZA
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.

Os corruptos são os mais sinceros e francos. Trabalhadores, coitados!!!

Um corrupto desvia dinheiro da merenda escolar;
Um corrupto sabe que tem gente passando fome enquanto ele compra um barco;
Passeando na Suíça ou na Europa o corrupto sabe que tem gente morrendo no SUS;
 Uma corja de corruptos se reúne e toma um governo de idiotas e cria uma "banânia", como a que vivemos.
Esse mesmo grupo passa a legislar em causa própria e criar benefícios e instrumentos que os protejam de serem presos ou sequer atingidos de qualquer forma;
Essa turma procura criminalizar a conduta de uns poucos e raríssimos togados decentes que existem nesse país.
Incrível a respeito desses fdps é que eles trabalham. Forjar uma licitação, ajustar um desvio, criar uma lei ou emitir um decreto que vá trazer benefícios para si próprios dá trabalho. Gasta tempo planejar e conversar com um monte de gente para "fazer os arranjos" que eles necessitam.
Os corruptos tem os piores defeitos e praticam os crimes mais hediondos.
Mas eles ainda são os mais francos da roda de escarnecedores que domina o povinho de vários países como o nosso.
Logo depois deles vem os padres e pastores: 99% deles é inútil e vive de lotear o que não pode ser loteado, a Divindade Verdadeira, o Deus de Espinoza, e que nenhum deles quer que o povo saiba que é a verdade.
Loteiam e cobram seus dízimos, ou trízimos que é a palavra da moda, da maneira mais descarada e sórdida que podem, Tomam carros, cartões de créditos e outros dos bens dos idiotas que perseguem a Deus por meio desses criminosos.
Há ainda a baixa prebe que se contenta em roubar pouquinho e fazer de conta que são os bonzinhos. Fazem até obras sociais para encobrir sua picaretagem mas no fundo sabem que o produto que eles estão vendendo NÃO EXISTE. Aliás até existe, mas isso é raro e só acontece quando um ou outro religioso se torna REALMENTE iluminado por aquilo que ele pensa ser a verdade. Coisa raríssima.
Esses fdps, que geralmente não têm condição nenhuma de ganhar a vida de outro jeito, vestem o personagem com tanta força que passam a acreditar que aquilo que fazem é a verdade.
O problema aqui é que a sacanagem é muito bem disfarçada e acaba sendo legal com a participação de corruptos que lhes garantem direitos absurdos como os previstos na nossa queridíssima constituição, obra prima de corruptos inúteis que, já em 1988, visavam proteger vagabundos e a si mesmos.
Os burocratas são outra espécie de picaretas. O politicamente correto a qualquer custo. A instituição acima das pessoas. E a merda está tanto no SERVIÇO PÚBLICO  quanto na INICIATIVA PRIVADA.
Entre as companhias telefônicas, bancos e planos de saúde estão os exemplos mais sórdidos de burocracia em desserviço do povo. É claro que não se pode imaginar tamanha sacanagem sem a proteção de políticos, manipulados e muito bem pagos por essas entidades.
Normas emitidas até de boca e sem nenhum respaldo da vontade do povo que os colocou lá, no poder  público. Entre os cargos de confiança, a obediência cega, a dissimulação, a escolha de pessoas ruins para o recebimento de benesses (cômico é que essas "benesses"em muitos casos são verdadeiros cavalos de troia, prejudicando ao invés de ajudar), Pulando de um cargo para outro de um Estado para outro e indo sempre onde lhe pagam mais.
Engraçado é que o mais típico dos burocratas tem a plena convicção de que está fazendo o certo. Ele monta uma cesta de crenças que lhe permite ser consistente em sua sacanagem. Isso permite que ele ande por aí, fazendo e desfazendo. Pilhando a paciência e remexendo seu caldeirão de maldades, que às vezes nem é visto, pelos seus subordinados.
Tão fulgaz é o poder do burocrata, ao contrário dos políticos e dos ladrões religiosos é que seu ciclo de  maldades não ultrapassa geralmente 10 anos. Ou menos. Tempo após o qual ele cai no ostracismo e no desconhecimento, assumindo cargos menores ou insignificantes em qualquer lugar em que os incautos não o conheçam e ele não vá passar a vergonha de ser reconhecido.
O próprio povo é menos sincero que o político ao ser corrupto. Claro que aqui, a verdade é diferente para cada pessoa e conjunto de pessoas. Na cidade grande, apesar do pouco tempo disponível, ainda há margem para Gente Politicamente Correta de Mentirinha: Nunca fizeram uma obra social, nunca visitaram um doente, sempre estudaram e trabalharam com mordomias conseguidas pela herança familiar material e imaterial. Mas estão lá, brigando por alguma coisa, sempre. Se pixam uma igreja podem chegar a afirmar que é uma "forma de expressão". Se o ladrão rouba e mata, o ASSASSINO é que é uma vítima da sociedade. E assim vão vivendo num círculo vicioso que só é quebrado quando a verdade lhes bate a porta e eles são assaltados ou tem suas casas pichadas. No mínimo se cansam de comer aquelas comidas horríveis chamadas de naturais e encontram seu verdadeiro  destino devorando uma boa picanha com bastante gordura.
Há por outro lado os chamados mais pobres. Esse julgamento lhes recai pela verdadeira limitação material em que vivem. O problema é que a limitação material nem sempre é causa, mas grande partes das vezes, é a consequência. Resultado da falta de ação, da falta de vontade, da eterna confiança de que os governos, interessados nos seus votos de cabrestos estarão sempre prontos a lhes alimentar. São também carne fresca para pastores e padres. É bíblico: "Vinde a mim os humildes de coração e as criancinhas"  pois todos eles vão acreditar sem questionar e nós vamos tirar justamente dos que tem menos. E viva o bolsa idiotas.
A título de exemplo, vá a uma cidade do interior, como januária (já falei, imitando Graciliano Ramos que uma bomba atômica ali resultava num lago muito bonito à beira do Rio São Francisco), e procure por pessoas bem pobres, de preferência escolhidas por amostra no bolsa esmola. Vc chega às 10hs, 11hs, 12 horas e tem dificuldade em ser atendido pois estão dormindo. Vc volta lá às 15hs, 16hs, 17hs e eles não te dão atenção pois estão vendo novela mexicana. E se mantendo livres de qualquer trabalho ou obrigação que lhes possa ser imposta.
Apesar de ser dolorosamente verdadeiro, tudo que está escrito acima, há exceções. Mesmo sendo os corruptos os mais sinceros e trabalhadores, há políticos que prezam por serem diferentes. Estes não precisam ser nominados. Sua História pessoal os precede. Alguns padres e pastores até tentam levar essas verdades ao povo. Mas a maioria se rende aos favores pessoais e acaba caindo na rede dos Empenhados corruptos.
Tomara o nosso povo se conscientizar dessa cara de pau toda em que vivemos e passar a vigiar políticos e burocratas e mesmo as pessoas mais simples. Assim cada um verá o erro dos outros e os obrigará a diminuir de alguma maneira, a viscosa maldade que os acompanha e, que na realidade os forja.







.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Livre arbítrio – falácia a serviço das igrejas.

O conceito de livre arbítrio ou a capacidade de auto determinação do indivíduo não passa de uma falácia, ou seja, de uma mentira bem administrada que presta grande serviço às igrejas, em geral. A própria bíblia não fala em momento algum da absoluta liberdade de ação do ser humano. Fala sim da culpa em ter comido o fruto proibido. Alguns autores se aproveitam dessas passagens que citam arroubos, impulsividade ou ignorância de alguns personagens bíblicos para dizer que cometeram tais erros por vontade própria.  
Quando o ser humano faz alguma coisa boa, então ele seguiu os desígnios da divindade e não fez mais que sua obrigação em cumprir o que a religião manda. Entretanto, quando algo dá errado, não foi o deus, loteado, empacotado e vendido por padres e pastores que permitiu que acontecesse algo errado. Não! Nos momentos ruins, o Homem é o culpado pois, supostamente, teria a capacidade de INTERVIR e fazer todas as coisas darem certo ou errado, devido às suas próprias ações.  
Seguindo a mesma linha de raciocínio de várias outros questionamentos, a bíblia é usada como uma balança que pode ser controlada e usada para provar o sim e o não a qualquer questionamento.
Ora, a história prova o tempo todo que não é assim. Caso fosse, as grandes tragédias, atentados, acidentes ambientais (tão na moda!) e outras situações poderiam ser totalmente previstas e evitadas. Mas o que se vê é que nenhum ser humano é capaz de se prevenir, de agir de modo livre, espontâneo e seguro de modo a intervir conscientemente no seu próprio futuro.
Um filósofo cavou fundo nesse poço: Para Espinoza (1632 a 1677), o ser humano age por puro determinismo, ou seja, pela necessidade de fazer alguma coisa. Liberdade para ele seria apenas a capacidade de saber por que agimos desse ou daquele modo. Caberia a cada um de nós compreendermos os motivos para fazermos alguma coisa. Todas as ações do Homem seriam determinadas por suas paixões, às quais o homem estaria submetido (passivo = passional).
Um bêbado pode acreditar em determinado momento que é correto falar algo. Quando sóbrio, no entanto, ele pode se arrepender. Ou seja, quando submetido a uma paixão, ou situação de passividade, por estar embriagado, acredita-se que falar algo é correto. Não submetido ao álcool, ele se controla e não fala o que deveria ter calado.
Ainda segundo Espinoza, as palavras loucas, inclusive a poesia, ditas por alguns homens, a incitação ao ódio, as mulheres que falam demais, as palavras e brincadeiras das crianças, não indicam liberdade para agir desse modo. Indicam, sim que que tais pessoas não estão no controle de si mesmas, sendo DETERMINADAS por suas paixões. Não se trata de liberdade, mas sim desconhecimento dos motivos que os levam a seguir um impulso.  
Alguém embriagado também acredita que é pela livre decisão de sua mente que fala aquilo sobre o qual, mais tarde, já sóbrio, preferiria ter calado. Ele acredita que assim se expressa por uma livre decisão da mente, quando, na verdade, não é são capaz de conter o impulso que o leva a falar. Assim, a própria experiência ensina, não menos claramente que a razão, que os homens se julgam livres apenas porque são conscientes de suas ações, mas desconhecem as causas pelas quais são determinados.
No Livro Lorde Jim, de JosephConrad (Autor de Coração das Trevas que deu origem ao Filme Apocalipse Now), a questão da inexistência do livre arbítrio fica bem clara. Em um acidente de navio, o Contramestre do Barco, personagem que dá nome ao livro, tem que decidir se pula para salvar a própria vida ou insiste em ficar e tentar, inutilmente, salvar as vidas dos passageiros.
Fica claro tanto no livro quanto no filme (sim, esse também virou filme, com o mesmo nome e época do livro) que a presença de Lorde Jim no barco não faria diferença alguma. Entretanto, ele é julgado por ter se atirado ao mar e, supostamente, abandonado seus passageiros e suas obrigações. O que fica patente é a incapacidade do personagem em agir livremente, tanto no momento do acidente quanto no momento de seu julgamento.
Essa passividade de Lorde Jim se encaixa perfeitamente na impotência percebida por Espinoza. Fosse o Ser Humano um agente ativo de sua vida em todos os momentos e tais conflitos seriam devidamente resolvidos. As tragédias seriam evitadas, os impulsos controlados e o mundo perfeito.
Mas a quem interessa falar em livre arbítrio? A sacerdotes de vários credos, principalmente os que citam a bíblia. Desse modo, pode-se culpar o ser humano quando alguma coisa der errado. E a divindade, tão divina, que deveria controlar e proteger tudo, está eximida de qualquer “descuido” ou falta de atenção com seus súditos.

Garantido fica o ganha-pão de quem vive de explorar as divindades, loteando-as e vendendo-as aos menos informados.  

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Terrorist movie about God - Left Behind

The very plot of the film delivers the lack of consistency of the ideas presented. Terror and improper choice of biblical passages make the film a conversion weapon at any price inducing people to believe in a vengeful God.
CAUTION: THIS TEXT CONTAIN SPOILERS


THE CHOICE

How can a Good God, in his infinite goodness will choose million to be saved and millions to suffer for 7 years?
"Therefore, as God's chosen people, holy and dearly loved, clothe yourselves with compassion, kindness, humility, gentleness and patience." Colossians 3:12
"Surely goodness and love will follow me all the days of my life, and return to the house of the Lord as long as I live. " Psalms 23: 6
"Devote yourselves to one another in brotherly love. They prefer to honor others more than you. " Romans 12:10
Mother's Love is overcome by the desire of God to bring close to him those who are believers. This same mother a kind option would not have to stay on earth and protect their children and support her husband?
"Whoever does not love does not know God" (1 Jn. 4.8).
"God is love" (1 Jn 4,8.16)
Why then is not only God that would be bad and abandon those that were not properly converted, but also converts to allow being abducted from their obligations to be close to the Father, to the detriment of any goodness or zeal that could have for anyone here in the land.
27 "Religion that God our Father accepts as pure and faultless is this:. To look after orphans and widows in their distress and not be polluted by the world" James 1:27
According to the film, the only way to save is having a religion. And it should be the religion of choice, one that sticks to the Bible and its commandments. Any other religion should not be saved because only God "allotted" by biblical teachings are able to elevate man to God.
"Observing  good conduct among men." (1 Pet. 2:12),

if possible, be at peace with all men (14), as depends on them, so that they are actually children of the Father who is in heaven (15) "
Laughable the fact that just the strongest, the most kind, the most prepared to carry out the work of the "Carpenter" are dragged without free will to close to God. Returning to James 1: 2, we have:
"2 My brothers, consider it pure joy, the fact of going through various trials,"


THE PARADISE


And heaven, what would be the film's ideas? A total lack of awareness of the suffering of those left behind? As someone loving, concerned about their children, relatives and even with all other humans, God's creation, could rest peacefully knowing that this people are suffering a lot?

Filme tragicômico e terrorista sobre Deus – Deixados para Trás


O próprio enredo do filme entrega a falta da consistência das ideias apresentadas. O terror e a escolha abusiva das passagens bíblicas fazem do filme uma arma de conversão a qualquer preço induzindo as pessoas a acreditarem em um Deus vingativo.
CUIDADO: SPOILERS

Ora, Deus, na sua infinita bondade vai escolher milhões para serem salvos e milhões para se ferrarem.
“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.”
“Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida,
e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver.”
“Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês.”
O Amor de mãe é superado pelo afã de Deus em levar para perto de si aqueles que são crentes. Essa mesma mãe não teria feito uma opção bondosa de ficar na terra e proteger seus filhos e amparar seu marido?
“quem não ama, não conhece a Deus” (1 Jo. 4,8).
“Deus é amor” (1 Jo 4,8.16)
Ora, então não é somente Deus que seria ruim e abandonaria  aqueles que não foram devidamente convertidos, mas também os convertidos se permitiriam serem abduzidos de suas obrigações para estarem perto do Pai, em detrimento de qualquer bondade ou zelo que pudessem ter por qualquer um aqui na terra.
27 “A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” Tiago 1:27
Segundo o filme, a única forma de se salvar é a religião. E deve ser a religião dos escolhidos, aquela que se atém à Bíblia e aos seus mandamentos. Qualquer outro tipo de religioso não deve ser salvo pois somente o Deus “loteado” pelos ensinamentos bíblicos é capaz de elevar o homem a Deus.
“observando uma boa conduta no meio dos homens. (1 Ped. 2,12), se ‚ possível, tenham paz com todos os homens (14), quanto deles depende, de modo que sejam na verdade filhos do Pai que está nos céus (15)”
Risível o fato de que justamente os mais fortes, os mais bondosos, os mais preparados para exercerem o trabalho do “Carpinteiro” sejam arrastados, sem livre arbítrio para perto de Deus. Voltando a Tiago, 1:2, temos:
“2 Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações,”
O paraíso
E o  paraíso, o que seria segundo as ideias do filme? Uma total falta de consciência sobre o sofrimento dos que ficaram? Como alguém amoroso, preocupado com seus filhos, parentes e mesmo com todos os outros humanos, criação de Deus, poderia descansar tranquilamente sabendo que os SEUS, que ficaram estão sofrendo?
Descansar, fruir, estar no paraíso. Qual o significado disso? Seria o esquecimento total do mundo e das boas pessoas e boas obras que o criador deixou por aqui? Para quê uma vida eterna de graças e bons sentimentos se eu não puder fazer nada pelo meu próximo?
Que religião é essa que separa e segrega as pessoas? Que ditador é esse deus mostrado no filme que só permite a salvação de quem seguir a sua cartilha, ponto a ponto, se dobrando, sem livre arbítrio e mesmo sem uma plena inteligência à conversa dos homens. Fica mais engraçado ainda ver que o próprio pastor não acreditava o bastante para ser abduzido.  
Por fim, há que se registrar o caráter terrorista do filme. Ao invés de mostrar um Deus de brandura e bondade, a ideia é mostrar que os que não se curvarem serão eternamente prejudicados. Mas não é isso que está nas escrituras:
"Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder a quem quer que seja sobre a razão da esperança que há em vós. Mas que seja com brandura e respeito, conservando uma boa consciência" (1Pd 3,15-16)
Ou seja, apesar dos milhões gastos, o filme é uma peça cômica, na realidade tragicômica. Pois inspira medo quando devia inspirar amor, inspira terror quando devia inspirar consolação, inspira dor quando devia inspirar salvação e bondade.

É um filme que vale a pena ser visto. Por ele pode se ver que o terror não é uma arma apenas de fanáticos que se explodem, mas também é uma arma na mão dos que têm dinheiro e poder para extorquirem milhões de pessoas impondo-lhes medo e falta de esperança. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fé e falta de medo e clamor

Pode ser o medo de um mar agitado, medo da velhice ou medo da morte.

Qualquer medo pode ser resolvido se a pessoa que é praticante de uma religião se dirigir, em desespero, à sua respectiva divindade e pedir humildemente a sua intersecção. Isto é o que se chama de CLAMOR...



Mesmo as religiões mais flexíveis costumam se basear num diálogo de pedinte, de esmoler entre a criação e o criador.

De certa forma, o clamor tem sua validade pois a Divindade, ou Deus, como se quiser chamar, jamais se negaria a ouvir o pedido de ajuda de um de seus filhos.

Mas não é tão simples assim.

Em muitos casos, pessoas que nem se dizem religiosas, não possuem nenhum medo das mesmas situações. Muito menos tem ou jamais terão o ímpeto de se dirigirem a uma divindade para pedir proteção.

Essa proteção acontece pelo acaso, ou por alguma forma de consentimento da divindade que, NÃO NECESSARIAMENTE passa pela necessidade de se fazer um clamor.
Mas uma pessoa que já esteja consciente da presença e da onipotência de Deus, não haveria de clamar.
Automaticamente, ela já SE SENTIRIA PROTEGIDA se estivesse em comunhão com Deus.

O crente apenas se lembra de Deus, sente o seu calor aquecendo o coração no medo do frio, da chuva e da luta, mas não tomba facilmente. por que sabe, SEM LAMÚRIAS, que está confortado pela verdadeira FORÇA DA DIVINDADE, aquela que já brota de dentro, naturalmente...

Se Vc estiver "afinado" com a Fé, nem precisa chamar... Muito menos o mar precisa ficar calmo... Afinal, o mar é o mar e é da natureza divina dele ficar agitado, mesmo... Vc se assusta, o mar fica todo encarapitado, mas um calor de segurança, de certeza de que tudo vai dar certo vem lá de dentro e acaba tudo bem....

Mas esse temor que clama pela intersecção direta da divindade é um presentão na mão do mau líder religioso.

É esse medo que mesmo os melhores religiosos têm  de coisas que são da natureza, como o mar agitado e a morte, é que os faz virar massa de manobra nas mãos de seus líderes bons e maus... Mas isso já é um outro capítulo...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Idolatria, uma extensão da simplificação.

Como consequência direta da simplificação surge a idolatria.
Apesar de ser biblicamente proibida, afinal ninguém tinha direito de fazer um bezerro de ouro para ser cultuado no lugar da divindade principal, acaba que os pobres fiéis tomam por ídolos, pessoas que não deveriam tomar.
Não adianta o sujeito ser flagrado num discurso agressivo durante uma pescaria em que o pastor chefe daquela igreja riquíssima diz que a contribuição tem que ser forçada.
Não adianta saber que o bispo de tal ou tal lugar tem uma mansão espetacular e que custa mais caro que muitas de suas igrejas.
Não adianta ser publicada a afetação daquele outro ministro que faz peeling de ouro, pinça a sobrancelha e outras "cositas mas". Na mente humilde do serviçal da igreja, qualquer defeito que se levantar sobre esse ou aquele cara é apenas mais uma provação que o pobre sujeito está passando.
O que acontece é que há um verdadeiro medo do fogo do inferno para quem ousar dizer que tal atitude é errada.
A polêmica em torno do assunto pode gerar e gera, situações bem interessantes.
Em uma viagem no interior, um funcionário público encontrou um pastor, líder local, cuja congregação se subordinava a um pastor metrossexual.
Ao ver a dedicação, a boa vontade e sobretudo, o bom humor do pastor, o funcionário público não resistiu e chutou:
- Pastor, o senhor sabe que agora, TODO, subalterno do "meliciano" vai ter que fazer chapinha e pinçar a sobrancelha?
Sem perder o bom humor e com toda a boa vontade e jogo de cintura dos líderes de comunidades do interior, o pastor simplesmente desconversou:
- Ah, moço, mas aqui nessa roça, acho que ninguém vai ver que a gente num tá fazendo isso não...
É muito mais fácil juntar todas as coisas parecidas numa cesta e tratar todas como iguais.
Difícil, para o ser humano, é ver que a divindade verdadeira está muito acima de homens, de máquinas e de qualquer elemento humano ou material.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Se é que tem um cara puxando as cordinhas...

"Se é que tem um cara puxando as cordinhas,
Ele é muito mal com o ser humano..."

A afirmação amarga, à primeira vista parece totalmente ateísta.
O mau que acontece ao ser humano todos os dias é muito grande.
Difícil realmente imaginar que possa ser regido diretamente por uma personificação divina;
Às crianças é muito comum se explicar Deus como um velhinho bonzinho que olha por nós, lá de cima.
Mas a vida passa, o mal vai acontecendo no mundo e as dúvidas surgem.

Os exemplos do mal são diversos: Gueto de Varsóvia, Darfur no Sudão e até outros mais corriqueiros:
- o assaltante que mata a tiros a criança de dois anos no colo do pai;
- os bandidos que põem fogo nos dentistas por que não encontraram dinheiro;
- a mãe que deixa a filha morrer anoréxica por causa de sua religião que não permite tratamentos;
E por aí vai...

No entanto, essa questão de existir ou não uma entidade com forma de pessoa é boa, dependendo do ponto de vista.
Em geral, se fala de uma presença que teria feito o ser humano "à sua imagem e semelhança";
Então o Cara deveria, por certo, ser mal igual a esses seres humanos que fazem tantas atrocidades.
Ao se considerar que a divindade está nas coisas, na natureza, fica mais fácil de encarar as coisas, mesmo as ruins que acontecem.
Todo o bem e todo o mal estão por aí, à volta do ser humano. Dentro e fora dele. Aliás, muito mais fora do que dentro. Apesar de toda a complexidade e maravilha do organismo e da mente do homem, há muito e muito mais lá fora para ser explorado.
Em resposta a um artigo que dizia, sumariamente, que Stephen Hawkin havia excluído Deus da Criação, o autor produziu o seguinte comentário: 
"Artigo simplista como toda religião. O fato de não se usar a palavra Deus não quer dizer que o cara não fique estupefato com a criação, seja lá como ele a explicar. O fato de Stephen Hawkin estar vivo há tanto tempo já deveria ser uma prova de que um Deus, mesmo no formato infantil que as religiões pregam, estaria por trás de tanta longevidade totalmente inesperada. Talvez "Deus" esteja justamente querendo que a humanidade cresça um pouco.
No universo em que estamos, levaríamos 9 milhões de anos luz para chegar ao seu limite. Seriam quintilhões de anos viajando só para chegar ao fim desse universo.E Stephen Hawkin prova, matematicamente, que ainda existem outros. Se precisarem de maior divindade que essa, me desculpem!"

Justificando tudo

O ser humano, quando tem vontade, pode modificar e adaptar as impressões sobre quase qualquer coisa por meio de palavras. Qualquer comportamento pode ser explicado e justificado caso se use a palavra certa no tempo certo. As atrocidades podem ter o impacto diminuído ou mesmo se tornarem atos heroicos e inexoráveis. Tudo pode.
A palavra pode ser usada em dois tempos: Antes e depois de acontecer a merda.

Antes

Um dos casos mais famosos e tristes em que ela foi usada antes acabou provocando a segunda guerra mundial. Foi quando Hitler escreveu "Minha Luta" e começou a divulgar suas ideias. Bem orquestrada, a ideologia nazista encontrou um terreno fértil numa Alemanha detonada e acabou dando no que deu: milhões e milhões de mortos e anos e anos de atraso na melhoria das condições de vida do povo.
Quando usada depois, a palavra visa explicar e justificar as ações mais estapafúrdias já feitas pelo ser humano.
Outro exemplo a ser citado é quando um país hipotético tem um nível x de corrupção e alguém começa a invocar a bandeira vermelha e seus ideais igualitários. O povo vai sendo convencido de votar nos honestos representantes do comunismo. Não! Essa  turma nunca vai roubar. De jeito nenhum. Jamais colocarão seus parentes nos melhores cargos. De jeito nenhum! As falcatruas vão acabar todas! Eles são os legítimos representantes do povo.
Um dia, quando as melhores mentes acordam, os porcos - citando George Orwell em "República dos Bichos" - já tomaram quase todo o leite e as maçãs para si e não resta muita coisa para o povo, então. O jeito é estuprar a classe média com bastante impostos e pagar inúmeros benefícios para que a grande maioria de analfabetos continue bem comportada.  

Depois

Usada depois de alguma coisa, a palavra tem o poder de diminuir o impacto até de certas atrocidades. Que dirá de simples atos de burrice ou erros de estratégia.  
Um bom exemplo é quando se pergunta a um bom comunista sobre Lenin ou Stalin e as mortes na Sibéria. Melhor ainda é perguntar para um marxista teórico, com roupinha de marca, sobre as execuções a sangue frio do Che Guevara, ou mesmo a sua falta de senso logístico que veio a matá-lo na América Latina.
Primeiro de tudo vão negar. Não, não houve mortes na Sibéria, o que matou lá foi o frio. Guevara era inteligentíssimo e bondoso! Atirava com balas de mel e o sangue que escorre de suas vítimas é xarope de framboesa. Foi cercado na América Latina por um poderosíssimo exército e ainda tinha comida armas e munição para milênios! Nunca marchou para a direção errada e nem perdeu o apoio de Fidel!


Seja antes ou depois de uma coisa ruim, a palavra tem o poder de modificá-la aos olhos de alguém. Um grande erro pode ser esquecido. Milhões de mortes podem ser mitigadas. Tudo funciona de acordo com o poder, a inteligência e as circunstâncias em que uma sociedade vive. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

E ainda querem mais?

Por anos e anos o ser humano tem sofrido as agruras de viver nessa terra.
O clima nunca foi o mais agradável. Secas enormes, inundações, calor ou muito frio.
Esse tem sido o cotidiano da raça humana sobre a terra.
Quando o clima combinado com o relevo não atrapalham, o homem se incumbe de prejudicar a si mesmo: Guerras constantes, genocídio, fome provocada pelo autoritarismo, perseguição política e religiosa, ou simplesmente desprezo.
Esse desprezo acontece, por exemplo,  quando os políticos que, muito preocupados em legislar para eles mesmos e roubar o máximo possível, fecham os olhos às necessidades dos mais carentes entre a população.
Ainda assim o ser humano tem se dado bem. Seja na neve ou no deserto, ainda há crianças nascendo e crescendo. A superação tem sido enorme ao longo dos milênios. Populações se desenvolveram sob as mais severas condições em quase todos os cantos da terra.
Apesar das guerras e dos genocídios e da peste a raça humana tem se superado e obtido progresso. Decididamente, esse progresso não atingiu a alma comum, o inconsciente coletivo. Pois os mesmos erros vão sendo cometidos o tempo todo. Mas pelo menos, do ponto de vista material, das invenções, da capacidade de ir mais longe em menos tempo, e de matar, é claro, é inegável que houve um franco desenvolvimento.
Mas o mais estranho nisso tudo é o fato de ainda quererem mais. Apesar de toda essa graça recebida da terra, do sol que os ilumina, do pó que os criou e os mantém, ainda acham necessário buscar as explicações em crenças não comprovadas.
Os rituais são os mais variados possíveis. E os povos mais fortes e desenvolvidos economicamente acabam por impor os seus rituais a quem não tiver o mesmo poder. Foi assim com os maias, os astecas e todos que se atreveram a ficar no caminhos dos bondosos cristãos. Em apenas uma matança todo um povo da Nova Zelândia foi dizimado pela força “redentora” do poder cristão.
Interessante é que o poder do ritual se volta contra a própria carne do povo que o pratica. A necessidade de exercício do poder justifica verdadeiras guerras civis em que pessoas desarmadas são mortas por não aceitarem as práticas impostas. Este foi o caso das inquisições.
Provas, provas e mais provas são dadas de que o que prevalece é o caos, apesar de toda a beleza e grandiosidade do mundo. E ainda há a necessidade de personificar a divindade numa figura sobre humana, mas ainda assim, humana e carregada dos mesmos sentimentos vingativos e impositores dos que a criaram. E piora. Ainda se afirma que a divindade que é o próprio poder e a criação fez o minúsculo homem à sua imagem e semelhança.
Ora! Mal e mal o ser humano tem conseguido manter o seu planetinha, sua navezinha funcionando. Como é possível se pensar que tenha sido feito à imagem e semelhança daquele que o criou. Certamente, até para respeitar as próprias palavras, o homem teria que respeitar mais a criação de seu Deus e com o qual ele tanto se identifica.
Essa é apenas mais uma prova da necessidade da maquinação, do tipo de invenção que é necessária ao homem para se colocar no mundo. O preço pago por esse conforto dado pela engendração, pelo enredamento no contexto da religião é que se fecham os olhos a novas possibilidades e novas dúvidas.
Humilde que fosse a espécie humana e talvez fosse capaz de se contentar com a contemplação de toda essa grandiosidade e essa beleza a que se pode chamar de divindade. Para isso não seria necessário abrir mão da curiosidade e da vontade de saber sobre si mesmo. De uma maneira até científica, no sentido mais puro da palavra, seria o caso de se aceitar com tranquilidade aquilo que já se sabe, questionar e acreditar na dúvida como um caminho para chegar a verdades indiscutíveis. 
Quanto mais se deixam os sentidos abertos ao esclarecimento pelo reconhecimento da dúvida, menos coisas passam despercebidos aos que querem valorizar sua existência com o verdadeiro aprendizado.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Fundamentalismo e ignorância


O fundamentalismo depende de um ciclo de ignorância para existir.
A ignorância começa na cabeça do guia que já não sabe as consequências dos seus atos.
Depende muito de achar um vazio quase absoluto na cabeça do crente, do seguidor. A vontade do crente de responder às próprias dúvidas é um prato cheio para quem vive de fingir que é Deus. Ou pelo menos, o melhor representante dele.
O fanatismo ainda tem que fechar o próprio universo à interação com outros meios para tentar se preservar.
A mente doentia já existe, antes do líder atingir o grupo e conseguir poder sobre ele. O que não existia e nunca vem a existir é a preocupação em ter cultura de verdade, em encontrar a realidade. Na cabeça doente e ambiciosa do lobo, do usurpador, o futuro já está preparado mas não depende de que ele desenvolva conhecimento, absorva informação. Não há preocupação de ter uma formação decente.
De Hitler - que até enganava bem como falso erudito - aos grandes líderes da bandeira vermelha, dos barbudos que falam árabe aos pastores ricaços. Até entre o povinho que da ditadura militar tinha general que gostava de falar que nunca havia lido um livro. Mesmo que fosse mentira, ainda mostra bem muito o valor mínimo que esses monstros dão à cultura.
Entre os fiéis é que a falta de informação, de cultura e de estudo campeia solta, mesmo. Entre os líderes é necessário aprender pelo menos um pouco para saber enganar. Mas para ser enganado, quanto mais burro, melhor.
Quando foi dito, "vinde a mim as criancinhas" o sentimento era de pureza. Nos tempos de hoje o importante é que o subjugado seja o mais tapado possível. Daí ele vai acreditar em tudo. Vai se deixar enrolar e enredar indefinidamente pelo poder e o carisma dos que o lideram.
Só pode ser excesso de alienação, de ausência de pensamento próprio o fato de que um sujeito possa pensar em dar um cartão de crédito a um imbecil que diz conduzi-lo. Também não lhe passa pela cabeça que possam haver artistas por ali fingindo fazer o mesmo para que ele os imite.
Mas apenas ter ignorância não é o bastante. Ela precisa ser reforçada e protegida. Nesse sentido, nada supera as religiões para criar um sistema de crença que desacredite qualquer coisa que não o interessa. Com a pecha de mal, de diabólico, qualquer discussão arriscada é evitada e preserva o desconhecimento do crente em relação à verdade.
Exemplo é o fato de qualquer ataque à humana estrutura da religião é imediatamente assumido como um ataque à própria divindade.
A utilidade desse ardil é evidente. Se não é possível atacar as religiões sem atacar a Deus, então os homens que a conduzem jamais poderão ser atacados. E nessa confusão entre Deus, religião e seus guias humanos e sujeitos a faltas, quem perde é o seguidor. Ele nunca tem a consciência do que está acontecendo com ele. Quem lucra com isso já é amplamente conhecido.
A ignorância é a chave para a manutenção do fundamentalismo. A falta de informação e de formação permeia todo o ciclo do surgimento e manutenção das crenças indiscutíveis, dos regimes totalitários e dos fanatismos em geral. Angariar informação, discutir processos e valores, e refletir só podem trazer lucro a quem vive de oferecer as questões e dar as respostas a quem não tem capacidade de procurá-las por si mesmo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ao sabor dos ventos - hoje crente, amanhã nazista

         As notícias são interessantes e as mais diversas:
         Arrependida, fulana de tal chora ao se lembrar de quando se prostituía;
         Pastor diz que matou e roubou, mas que agora só trilha os caminhos do senhor...
         Jogador de futebol invoca sua religiosidade ao agradecer pela derrota do time adversário...
         Pastores brasileiros são listados entre os homens mais ricos do mundo...
         Atrás da suposta devoção à religião o que se percebe é uma grande preocupação com o próprio bem estar. O lucro vem diretamente, quando o dízimo é recolhido e aplicado nas mãos do sacerdote. Ou indiretamente, quando os comportamentos ruins são suprimidos pela auto sugestão e pelo regramento das igrejas. De qualquer maneira, o importante é se locupletar.
         Deve-se ressalvar entretanto que se trata de uma facção o que se relata aqui. Em muitos casos as experiências missionárias são positivas e deixam marcas muito boas nas populações que as recebem.
         Para ilustrar esse fato é possível ilustrar o que aconteceu em uma ilha chamada Ramree durante a segunda guerra mundial. Os japoneses dominaram a região e mataram os pastores que haviam trabalhado por lá. Depois o exército japonês teve que enfrentar a fúria dos caçadores de cabeças que acabaram por lhes matar mais de 1000 homens.
         Mas, salvo umas poucas exceções os objetivos são ligados à obtenção de benefícios próprios. Não se tem em mente uma prática inocente da fé, mas sim angariar riqueza. Na melhor das hipóteses, trata-se de um bom meio de vida. 
         No nazismo era a mesma coisa. O importante era se dar bem no partido. Os altos postos, a possibilidade de ganhar dinheiro com a espoliação dos judeus e até de católicos, os dentes de ouro retirados dos cadáveres e as obras de arte roubadas faziam parte do "dízimo" recolhido pela verdadeira religião chamada Nacional Socialismo.
         É importante transmitir uma aura de seriedade, de compromisso constantemente renovado. Nessas seitas, também há um cidadão ideal como havia no nazismo. A face do "crente" ideal é a do grande doador, aquele que participa ativamente das obras. A sua família é exemplo para tudo. Os seus bens materiais são apenas a prova cabal de que a divindade agiu em seu benefício.
         Outra similaridade interessante é o sistema de cumprimento de metas. Em um dos filmes denominados "O Julgamento de Nuremberg" com Alec Baldwin, é apresentado o depoimento de um ex-dirigente de um campo de concentração. Segundo ele, a quantidade de execuções foi aumentada constantemente ao longo de sua administração. E o chocante é como ele vai apresentando os dados e enchendo o peito de orgulho pelo bom trabalho realizado.
          Para quem não sabe, muitas dessas denominações religiosas por aí também têm sistemas de metas. Quem não cumprir determinados valores de arrecadação não faz jus a continuar usando o santo nome daquela instituição. Corre-se o risco de "perder a franquia". Com o intuito de manter seus fluxos de recursos bem altos é que muitos líderes acabam "forçando uma barra" com alguém e recebendo um carro ou uma casa em troca de uma cura espetacular, que nunca acontece. 
         Algumas diferenças são observáveis. 
         Claro que os tempos atuais não suportariam ataques tão diretos ao direito de propriedade como no estado alemão do pré segunda guerra. O próprio sistema legal não permitiria que fossem tomados à força os bens de uma pessoa.
         Mas contornar isso é fácil. Basta afirmar e reafirmar que uma determinada mentira é verdade e as pessoas acabam caindo. Daí para conseguir a doação "voluntária" de valores em dinheiro, automóveis e até residências não há muito esforço a ser feito.  
         As similaridades entre uma doutrina podre como o nazismo e a forma como algumas pessoas praticam o cristianismo mostram claramente o mal uso que se pode dar a boas palavras. E no fundo revelam mesmo é o contraste entre o melhor e pior que existem no ser humano, a sua diversidade de sentimentos e de caráter.
         Tem que existir todo tipo de gente para garantir a diversidade. Para existirem os bons, é necessário existir os maus. Para existirem os santos, é necessário haver os pecadores. Já para existirem os iluminados de verdade, é necessário existirem os hipócritas. Esses falsos crentes são os mesmos que comandariam campos de concentração se a "moda" da hora fosse o nazismo... Tudo de acordo com o que estiver pagando melhor...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Divindade do Bem ou dos homens

         A Grandeza de Deus não se reforça pelas maquinações dos homens e muito menos pelo conhecimento que a humanidade desenvolve a respeito de si mesmo ou das próprias obras. A física, a matemática e outras ciências dão um testemunho puro e muito mais MODESTO da existência de Deus do que esses homens que usam sua sabedoria em proveito próprio.
         À medida que os anos passam, mais e mais a ciência vai se desenvolvendo e provando que há algo maior. Se até Aristóteles já sabia que o que não se sabe é tanto maior à  medida que quanto mais é aprendido imagine-se hoje. Ou seja se ele já afirma a imensidão inexplicável que Woody Allen cita tantas vezes até onde se pode ir hoje. Stephen hawking e Einstein, apenas por exemplo, concatenaram muito mais a respeito de Deus em alguns sinais e letras do que textos e mais textos de pessoas de boa vontade sem certeza do que estavam falando.
        As únicas provas irrefutáveis, medidas, deduzidas e sistematizadas da Grandeza indiscutível do Universo foram obtidas pelos cientistas. A confiança que eles deveriam inspirar fica reforçada pela humildade inerente ao próprio conceito mutável, discutível e sobretudo sujeito de contestações de fazer CIÊNCIA.
        A única pequena e frágil ponte que liga a Ciência e a religião é a Divindade. Só que a primeira a sugere, a procura e a demonstra. Já os sacerdotes à impõem, usam para manipulação e para obtenção de benefícios próprio e de suas seitas.
        O mais bonito e o mais importante de tudo é afirmar essa Grandeza de Deus e buscar desenvolver o Homem através da sua busca dessa divindade. O caminho não importa muito, mesmo o dos rituais. Quando a vontade é muita e o objetivo é certo, os meios não são o mais importante, como diria o injustiçado Machiavel.
        Os sacerdotes, entretanto, parecem desesperados em negar essa grandeza. Apegam-se às mesmas palavras de centenas de anos atrás. Em várias correntes, inclusive algumas que não podem nem ser citadas sem risco de vida, as letras de tempos há muito passado ainda escravizam os homens. Seus olhos são tampados indefinidamente por uma névoa de negação. E a morte corre solta em suas mãos em nome do Divino.
        Essas palavras são as mesmas que serviram de base para as fogueiras de católicos do mundo inteiro. Também os protestantes americanos, pelo menos, não ficaram para trás, queimando suas bruxinhas em Salen. Esquece-se que a meta principal deveria ser o homem.
         É importante mostrar a importância de suprimir, de diminuir e esquecer o ser humano. Esse, destituído de seu orgulho, de sua consciência de si mesmo, fica passível de constante manipulação, passando a almejar algo além da insignificante vida que lhe foi dada. Buscar uma segunda vida, por exemplo, é somente um expediente para poder desprezar o ser humano e a ele se sobrepujar. É dizer, por caminhos tortos que o que aqui se vive agora, é mesquinho e insignificante e que, portanto, pode ser pior ainda. Sempre é claro, em benefício dos sacerdotes.
        Mas os requintes de demagogia vão mais longe. Afirma-se que o homem é a imagem e a semelhança de Deus. Para logo em seguida dizer que todos pecaram e destituídos estão da glória. É como se afirmar a um adolescente de 12 anos que ele é muito homem e deve ser responsável. Mas logo em seguinte se o proibisse de brincar na rua.
         Confundem-se as cabeças para reinar sobre elas. Machiavel de novo: "Dividir para conquistar". Também Saramago percebeu alguma coisa, e escreveu isso:

              "Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e                 passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros". Em Caderno de Saramago.
        E ai de quem questionar alguma coisa! Pois que há de receber a punição por investir contra o sagrado. 
        Negar ou aceitar que a ciência tem seus méritos pode custar e custa muito caro aos "cleros". Tira sua autoridade e a transfere a quem quer que detenha o conhecimento. O reflexo recai diretamente na capacidade financeira da entidade, ou seja, no caixa. Nesse caso é importante ficar reforçando indefinidamente o sagrado, a fé pela fé, sem questionamentos.
         A controvérsia surge nas próprias palavras que são defendidas. A questão de procurar Deus nas coisas e não nos homens, por exemplo, é controversa. Deus está em todo lugar. O próprio cristianismo reafirma essa expressão em várias fontes. O interessante é afirmar isso e logo em seguida dizer que a única verdade está na "palavra". A resposta para o dilema é fácil. De acordo com a situação, vale uma verdade ou outra. Tudo pode ser explicado pois a capacidade de argumentar é interminável e
          Não basta procurar nas letras antigas as respostas para tudo. Na hora de se consultar com um médico por exemplo, não se quer a ciência antiga, das amputações e das sangrias. O que se quer é o mais moderno, o mais pensado e o mais pesquisado.
           Assim também deve ser a fé: Rica de Deus e pobre de palpites humanos, de interpretações pobres e principalmente de sentimentos ruins. O ser humano instruído pode buscar Deus onde ele realmente está, no bem, nas boas ações, na educação do Caráter. E não na obrigação de se rastejar mentalmente por uma seita e financiar os luxos de uns poucos sacerdotes.
           Para pensar: Caim fala a Deus em Saramago: "bastaria que por um momento fosses realmente misericordioso, que aceitasses a minha oferenda com humildade" (para que abel não morresse)...